Você sabe o que é a síndrome do edifício doente?

A Síndrome do Edifício Doente (SED) é uma condição em que os ocupantes de um edifício sofrem de diversos sintomas de saúde, que estão diretamente associados à má qualidade do ar dentro do ambiente.

Os sintomas incluem dores de cabeça, fadiga, irritações na pele, olhos e garganta, dificuldades respiratórias e outros desconfortos. Geralmente, esses sintomas desaparecem quando a pessoa deixa o edifício, indicando que o problema está realmente associado ao ambiente interno.

O termo “Síndrome do Edifício Doente” surgiu na década de 1980, quando a preocupação com a qualidade do ar interno começou a ganhar destaque. Um dos diversos estudos realizados na época, intitulado “Sick Building Syndrome: Causes and Effects” e conduzido em 1985 pela Health and Welfare Canada, revelou que, entre 94 edifícios analisados, 68% dos sintomas foram atribuídos à ventilação inadequada. Leia mais sobre esse e outros estudos semelhantes aqui.

Se há quase 40 anos atrás a porcentagem já era alarmante, nos dias de hoje, com a evolução dos edifícios e sistemas de climatização, a qualidade do ar interno deve continuar sendo uma pauta.

O que pode causar a síndrome do edifício doente?

A SED pode ser causada por diversos fatores, todos relacionados ao ambiente interno do edifício:

  • Problemas com o sistema de climatização e ventilação: sistemas de ar-condicionado mal conservados ou ventilação inadequada, podem resultar na circulação de ar contaminado em um edifício. Quando esses sistemas não recebem a manutenção adequada, eles podem acumular poeira, mofo e outros contaminantes que são recirculados no ar. Além disso, uma ventilação insuficiente impede a renovação do ar, fazendo com que poluentes, umidade e outras substâncias nocivas permaneçam no ambiente interno.
  • Poluentes internos: compostos orgânicos voláteis (COVs) emitidos por materiais de construção, móveis e produtos de limpeza podem deteriorar significativamente a qualidade do ar interno. Esses COVs, ao serem liberados, podem se acumular em ambientes fechados, especialmente em locais com ventilação inadequada, resultando em uma exposição prolongada para os ocupantes.
  • Umidade e mofo: a presença de umidade excessiva e mofo nas paredes ou nos sistemas de ventilação está diretamente ligada à Síndrome do Edifício Doente (SED), podendo desencadear problemas respiratórios e uma série de outros sintomas.
  • Design do edifício: um design inadequado do edifício pode causar falhas na ventilação e na distribuição do ar. Isso ocorre porque a circulação insuficiente ou mal direcionada do ar pode levar ao acúmulo de poluentes e à criação de zonas de ar estagnado.

Sintomas comuns da síndrome do edifício doente

Os sintomas da SED são variados e podem afetar diferentes sistemas do corpo:

Problemas respiratórios: tosse persistente, sintomas asmáticos, congestão nasal e dor de garganta.

Irritações na pele: erupções cutâneas, coceira, vermelhidão e pele seca.

Sintomas oculares: olhos irritados, lacrimejantes, coceira e sensação de areia nos olhos.

Sintomas gerais: dor de cabeça frequente, fadiga extrema, náusea e dores musculoesqueléticas.

Sintomas cognitivos: dificuldade de concentração, desorientação e confusão.

Como resolver?

A maneira mais eficaz, com certeza, é a manutenção preventiva. Conhecida no setor de climatização como Plano de Manutenção, Operação e Controle (PMOC), ele é uma ferramenta primordial para garantir que os sistemas de climatização, ventilação e outros componentes de climatização de um edifício estejam sempre em boas condições de funcionamento. Prevenindo assim a Síndrome do Edifício Doente, por meio de diretrizes rigorosamente seguidas pelo mesmo.

Exemplos de como o PMOC age em prol da prevenção do SED:

Limpeza regular dos sistemas: no contexto do PMOC (Plano de Manutenção, Operação e Controle), a limpeza regular dos sistemas de climatização é uma prática regular. A remoção de poeira, mofo e outros contaminantes dos dutos de ventilação e dos filtros de ar assegura que o ar circulante esteja limpo e livre de poluentes. Essa abordagem previne a recirculação de ar contaminado e melhora significativamente a qualidade do ar interno.

Substituição de filtros: outra prática muito regular no PMOC é a troca regular dos filtros de ar. Essa substituição é crucial para assegurar que partículas nocivas, como poeira e poluentes biológicos, sejam removidas do fluxo de ar. Com filtros limpos, o sistema de climatização contribui significativamente para um ar mais limpo e saudável.

Monitoramento e ajuste da ventilação: o PMOC também inclui verificações regulares para assegurar que os níveis de ventilação estejam adequados, evitando o acúmulo de dióxido de carbono e outros poluentes.

Controle de umidade e mofo: no PMOC, o controle rigoroso da umidade é uma prioridade, ele estabelece práticas de monitoramento e ajuste dos níveis de umidade, garantindo que os sistemas de ventilação e climatização funcionem adequadamente para evitar condições favoráveis ao desenvolvimento de mofo. Ao manter a umidade sob controle, o PMOC contribui para reduzir a incidência de um dos principais causadores da Síndrome do Edifício Doente (SED).

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Com a implementação do PMOC, nossos clientes têm a certeza de que seus sistemas de climatização e ventilação estão sempre em conformidade com as melhores práticas de manutenção preventiva, reduzindo drasticamente as chances de entrar no quadro da síndrome que expomos até aqui.

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